Design Global e Glocal

O fenómeno da globalização, da transmissão de informação e a facilidade de comunicação, tiveram um forte impacto no mundo,assim como no Design também. A internet é sem dúvida a maior ferramenta que permitiu essa evolução.Sem inovação na área da tecnologia da informação, a globalização com as suas redes mundiais, não seria imaginável.

“O computador e o container são a espinha dorsal da globalização, a comunicação e os media são o seu sistema nervoso”.

Angeli Sachs

Símbolos do Mundo global, como “Global Village”

O telemóvel é sem dúvida um dos maiores símbolos da globalização, através de chamadas, mensagens, e os mais actuais permitem o acesso à internet, assim como o computador. Cada vez mais vivemos numa época de um imenso dinamismo, só as áreas que têm a ver com biotecnologias, nanotecnologias, com robótica e life sciences, e aí há novas e inúmeras outras áreas de trabalho para os designers. Mais propriamente no sentido de esclarecer, de tornar compreensível, de interpretar as tecnologias.

A mala de viagem em low cost, é outro grande símbolo da globalização, já que cada vez mais pessoas viajam todos os dias. Por ser tão mais fácil e rápido; especialmente através desta vertente de baixo custo, em que as pessoas nem têm que esperar pelas malas serem despachadas, não existem esses inconvenientes em relação ao factor tempo, tornando assim a transmissão de informação e trabalho muito mais facilitada.

Cada vez mais há pessoas a utilizarem a internet, 75% da população mundial, tem conhecimento e acede diariamente à internet.

Aqui está um gráfico que determina os países que mais acedem à internet, ao longo dos anos.

A globalização tem o poder de fazer várias modificações, tais como, hábitos de alimentação, técnicas de produção e valores culturais.  Como exemplo disso temos:

A Nespresso possui uma comunicação excepcional, que tem um impacto enorme em tudo o mundo. O facto de podermos beber um café em qualquer lado, proveniente de outro local, reflecte a sua divulgação e a imponente vertente da globalização.

A empresa Apple, que utiliza um design simples, clean, tem a capacidade se inserir em qualquer cultura.

Um dos melhores exemplos da globalização. A empresa IKEA, existe em todos os cantos do mundo, lojas muito semelhantes, artigos que agradam a todo o tipo de clientes, através do preço acessível e do design simples e ergonómico.

São estes símbolos e imagens de marca reconhecidos em todo o mundo, que facilitam o acesso e aceitação de novas marcas por parte do público mundial. O Design global, baseia-se numa unificação, em estilos neutrais, não tendo identidade histórica ou cultural.

Roland Robertson,é um sociólogo e teórico da globalização , que leciona na Universidade de Aberdeen, na Escócia , Reino Unido . Anteriormente ele era professor de sociologia na Universidade de Pittsburgh . Ele foi o presidente da Associação de Sociologia da Religião , em 1988.

Roland Robertson acredita que o conceito de globalização, seja distinguido do conceito de” glocalização “. Ao usar “glocalização”, em vez de globalização Robertson enfatiza as  fronteiras entre o local e o global. Opiniões antigas em sociologia, viam a globalização como um contraste entre o local e o global. Robertson vê o próprio local, como um dos aspectos da globalização. Por exemplo, a procura de “casa” e “raízes” são uma contraposição a globalização, mas também uma necessidade estruturada por ele.

. Mesmo que os laços interculturais sejam cada vez mais unidos em todo o mundo, Robertson acredita que nós definitivamente não estamos a caminho de uma cultura humana mais unida. A razão é que na glocalização, essas e influências são selecionadas, processadas ​​e consumidas de acordo com as necessidades da cultura local e estrutura social, de cada zona. 

Em suma, o termo glocalização significa que as tendências de homogeneização e heterogeneização coexistem ao longo da era moderna. De acordo com Robertson o uso do termo glocalização significa que é cultura local que atribui significado a influências globais, e de que os dois são, portanto, interdependentes de que cada um.

Exemplos de glocalização

McDonald’s aposta em sabores lusitanos

A Mac Donalds, uma das marcas mais conhecidas em tudo mundo, e em Portugal possui adaptações da cultura gastronómica portuguesa, através da sande lusitano, muito popular neste país; e ainda a opção de se comer sopa, algo muito incomum nos outros locais, mas em Portugal muito usual, algo que faz parte do dia-a-dia da população portuguesa. A Mac Donalds aplicou aqui um claro exemplo de glocalização, ao adaptar as referências locais aos seus menús pré-definidos e vendidos em todo o mundo .

Outro caso óbvio de glocalização, é o shopping Via Catarina no Porto. Shopping um não lugar, que existe em todo o mundo com as mesmas loja, mesmos serviços e mesmo aspecto visual; porém neste shopping em particular, adoptou a arquitectura Portuense, e aplicou-a na zona da restauração.

Foi-nos proposto investigarmos mais casos de glocalização:

International Coca Cola Cans

A coca-cola, é mais uma das marcas mais conhecidas em todo o mundo, e no entanto fazem várias campanhas identitárias nos diferentes países, em que promovem os valores culturais dos diferentes locais.A lata de Coca-Cola é um dos suportes de comunicação mais eficazes em todo o mundo, chegando a milhões de pessoas.

Inclusivé, fez também em Portugal, a interpretação de três monumentos portugueses classificados pela UNESCO como Património da Humanidade: o Convento de Cristo, em Tomar, o Palácio da Pena, em Sintra, e as Gravuras Rupestres em Foz Côa.

 

Da mesma forma, a MTV Networks transmite em mais de 20 países. Em vez de oferecer a mesma programação em cada um desses países, a rede adapta cada canal para atender os gostos desses países individuais e as características regionais e os músicos internacionais.

 

As lojas não têm o aspecto tradicional da marca Starbucks nos diferentes países, a fim de recapturar a sensação de um café local.

 

A Disney land não era tão bem-sucedida em Hong Kong, assim fez um esforço para atender ao gosto chinês local, reduzindo os preços, adaptando aos costumes chineses locais e práticas de trabalho e também mudou as decorações e as configurações. Glocalização foi aplicado com sucesso para o parque temático em Hong Kong.

 

 

 

 

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